Um relatório de agência que não mostra investimento, custo por resultado e o que foi feito com esse dinheiro não é relatório, é peça de justificativa. Se o documento que você recebe todo mês parece bonito mas não te ajuda a decidir nada, o problema não é o design do PDF. É o conteúdo.
Os números que precisam estar na primeira página
Antes de qualquer gráfico de curtidas ou alcance, o relatório de tráfego pago precisa responder três perguntas objetivas:
- Quanto foi investido no período (por plataforma: Meta Ads, Google Ads, separado)
- Quantos resultados isso gerou (leads, vendas, agendamentos — o que for a meta do negócio)
- Qual o custo por resultado e como ele variou em relação ao mês anterior
Se a agência mistura tudo numa média geral sem separar por campanha ou por canal, ela está escondendo o que não funcionou dentro do que funcionou. Uma campanha de prospecção com CPL de R$ 40 misturada com uma de remarketing com CPL de R$ 8 vira uma média de R$ 24 que não diz nada sobre onde cortar ou onde investir mais.
Investimento, CPC, CPM e conversão: o que cada um revela
Cada métrica aponta para um problema diferente, e a agência precisa saber te dizer qual é qual:
- CPM alto (custo por mil impressões) geralmente indica público saturado ou criativo repetido demais. A correção é trocar o criativo, não aumentar a verba.
- CPC alto (custo por clique) com CPM normal costuma indicar anúncio pouco atrativo — texto ou imagem que não gera curiosidade suficiente para clicar.
- Cliques bons mas conversão baixa aponta para o site ou a landing page, não para a campanha. Se a agência responde